quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O MONUMENTO À JUSTIÇA DE FAFE



Fafe é conhecido pela sua “Justiça”. “Com Fafe ninguém fanfe…” um chavão que tem corrido mundo e atesta uma tradição que parece ter a sua génese no século XIX. Em 1866, José Augusto Vieira, autor da obra “O Minho Pitoresco”, escreveu: “Olhe meu caro, esta boa terra de Fafe é assim: pão, pão, queijo, queijo, portuguesa de lei, hospitaleira, franca até à rudeza e capaz também de pôr um bom cacete de cerquinho, a sua justiça d’eles, onde el-rei não haja posto a sua própria. E é que a espada vai na burra, e nada por isso de contrariar a altaneira Fafe. Mas é de simpatizar, não é verdade?”.

Queira-se ou não. A “Justiça de Fafe”, alvo de algumas lendas, é o símbolo maior desta terra. Por isso mesmo, em finais dos anos setenta, um grupo de fafenses liderou um movimento em prol da edificação de um monumento evocativo à “Justiça de Fafe”. Mário Valente, João da Costa, Carlos Soares, Abílio de Freitas e António Magalhães, constituíram uma comissão, apoiada pela Câmara Municipal, visando angariar fundos para o efeito.


Cerca de 800 contos, foi quanto custou o monumento erigido na parte traseira do Tribunal. A sua inauguração teve lugar na manhã do dia 23 de Agosto de 1981, numa cerimónia integrada na Festa do Emigrante, presidida pelo então Governador Civil de Braga, Fernando Alberto e Parcídio Summavielle, Presidente da Edilidade local. O monumento, da autoria do artista portuense Eduardo Tavares é composto por duas figuras em bronze fundido, com 2,20 metros de altura e cerca de duas toneladas de peso.

Goste-se ou não, este é o monumento mais representativo da terra, uma terra de "Justiça" igual a tantas outras que, um pouco ao contrário desta, mantêm vivas as suas tradições e os seus símbolos identificadores, sem "tabus ou medos” infundados. 

Jesus Martinho

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA



“As Grandes Festas de Fafe e o Monumento aos Mortos da Grande Guerra”

“ As festas de 11 e 12 de Julho de 1931 ficam bem gravadas na memória de todos pelo significado cívico que tiveram – A inauguração do monumento aos Mortos da Grande Guerra e o aparato bélico que a revestiu.
A comissão das Grandes Festas de Fafe que foi a iniciadora deste Monumento que aí fica a perpetuar a memória dos que morreram na Grande hecatombe, levou com brilho a cabo a sua missão.
A Câmara, que aproveitou a ideia de realizar uma obra justa e que depois se prontificou a custear todas as despesas, é, como aquela, digna de aplausos.
As Festas da véspera já estiveram belas, mas, as do dia 12, foram brilhantíssimas.

Concorreram a elas milhares e milhares de pessoas de longe e de perto, tão atraentes e grandiosas são já, de tanta e justificada fama gozam, precisamente, no país.
Festas de Fafe, senhora de Antime!
Fafe, terra bela já em si, cheia de encantos naturais, vestiu-se de galas, desses ornamentos preciosos que Constantino Lira sabe empregar para actos solenes, os quais juntos às belezas naturais, a tornavam mais maravilhosa ainda.




Agradáveis os festivais de sábado no Bairro Operário de Antime e no Jardim do Calvário.
Pitoresco o grande arraial de Domingo na Vila, com as suas tendas e diversões.
Aparatosa a chegada de Caçadores 9 e da Banda do 8. Recrudesce o entusiasmo, a alegria, porque surge a procissão e aparece então, a famosa imagem da Senhora de Antime acompanhada por uma interminável multidão de devotos.
Veículos, de todos os lados, vêm às dezenas, comboios sempre apinhados.
É que se aproxima a hora da inauguração do Monumento e todos querem assistir.
Não se cabe no vasto Largo.
Tudo se prepara, pois, para o momento solene. Chegam os Senhores Ministros do Interior e da Guerra que são recebidos nos Paços do Concelho. Pouco depois, é o descerramento, perante elementos oficiais militares e civis, associações, colectividades etc. com calorosas salvas de palmas da imensa assistência, executando-se nessa ocasião, as 6 bandas a Portuguesa e estrondeando no ar profuso fogo.

Agrada o discurso do Capelão Militar da Grande Guerra Ver. José Pinho, todo alusivo ao acto e manifestamente patriótico.
Depois regressa a procissão a Antime, juntando-se no Lombo, para assistir ás despedidas e ver queimar o tradicional castelo, uma compacta multidão.
E, por fim, enquanto o banquete em honra dos senhores Ministros e das autoridades superiores do distrito corre, As iluminações do lira de Felgueiras brilham, os fogos de Lanhelas sobressaem e as bandas vibram sons de entusiasmo e alegria.

O regresso dos visitantes é pelas 2 horas. Surpreendente fogo preso inicia a sua queima às 3 e o bouquet rematante ilumina os ares pelas 4 horas, lindo, multicolor.
No entanto, as musicas prosseguem nos seus coretos, o povo continua divertindo-se em danças e descantes e, quando vê o sol despontar, é que se lembra que as festas terminaram. Recolhe então a casa, mas não sem saudades…
E da forma como decorreram a recepção na Câmara e o banquete, já o disseram os grandes diários de Lisboa, Porto e Braga, o que supérfluo é repetir.

“O DESFORÇO”, 23 JULHO 1931




sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

MONUMENTO AO BOMBEIRO



Este monumento que representa a Fénix renascida, símbolo maior dos bombeiros portugueses, foi desenhado por António Manuel Santos Santana, artista natural do Porto, fafense por adopção, autor de importantes trabalhos com destaque para o próprio projecto do quartel dos bombeiros locais. O monumento localiza-se na rotunda do extremo Sul da Av. Do Brasil.

Em 1982, Humberto Gonçalves, na qualidade de Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe e Vereador da Câmara Municipal, apresentou uma proposta para a execução do monumento como uma “… homenagem justa, devida e merecida aos Bombeiros de Portugal em geral e aos Bombeiros de Fafe em particular”…, referia a proposta que só viria a ser aprovada em 22 de Novembro de 1989. No ano seguinte a obra foi adjudicada por um valor de 8.300 contos.

O monumento, em betão armado, sem revestimento, apresenta um espelho de água circular com pequenos repuxos, no centro, a representação da Fénix com cerca de sete metros de altura.


Numa cerimónia muito participada, a coincidir com a comemoração do primeiro centenário da Corporação local de Bombeiros, o monumento foi inaugurado em 19 de Abril de 1991.  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MONUMENTO AO 25 DE ABRIL




Localizado na rotunda da Rua Cidade de Guimarães, este monumento, alusivo à revolução de Abril de 1974, foi criado por Álvaro Oliveira Aguiar e inaugurado em 25 de Abril de 1999.

Construído em granito e ferro, o monumento é composto por um cravo central estilizado, rodeado por 25 pórticos que representam o 25º aniversário da democracia portuguesa (1974-1999).