segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PETRO BASTO ABRIU EM FAFE


Começou a funcionar, no passado dia 9 de Agosto, o novo posto de abastecimento e área de serviço Petro Basto.
Localizado em santo Ovídio, na Via Circular à Rua Cidade de Guimarães, este importante investimento dos irmãos Vilela de Cabeceiras de Basto, vai criar 10 postos de trabalho e está aberto 24 horas por dia.

Um espaço moderno e muito agradável, com uma ampla loja, cafetaria com esplanada e Pay Shop.

A área de serviço, bem equipada, está dotada de um oficina e, muito em breve, serão instalados vários postos de lavagem manual e "jet wash",  informou Américo Vilela, gerente do novo posto, que acredita no "sucesso dos combustíveis "Cepsa", a preços compatíveis e qualidade certificada", frisou.

Os automobilistas dispõem de uma vasta gama de lubrificantes que, à semelhança dos combustíveis, podem receber comodamente em suas casas, através de um inovador e eficiente serviço de distribuição ao domicílio, que inclui o gás de botija.

No espaço, podem ainda ser negociados diversos modelos de depósitos em PVC de fabrico português. "Dentro do possível, damos preferência ao produto nacional", afirmou Américo Vilela.

A mais extensa área de serviço da cidade, na actualidade, está muito bem equipada, é convidativa e tem a simpatia de um bom atendimento personalizado.

Fafe Minha Terra foi convidada para visitar o espaço: Vimos a eficácia das bombas de combustível pré pago, entrámos no refrescado espaço coberto da loja e cafetaria com padaria e bolos de fabrico próprio, lemos os jornais do dia, folheámos algumas revistas e tomámos um saboroso café comodamente sentados esplanada.

A Petro Basto é um empreendimento ambicioso, alicerçado na grande experiência dos irmãos Vilela que, há muito, se afirmaram no mercado regional de combustíveis e serviços aos utentes das estradas portuguesas.

Fafe ganhou uma excelente Estação de Serviço Automóvel.













   

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

MUSEU REGIONAL DO AUTOMÓVEL DE FAFE


Fafe impôs-se desde a década de 80 inegavelmente como um dos locais privilegiados do desporto automóvel do país. Os emocionais troços da Lameirinha e de Luílhas, com os dois famosos «saltos» de cortar a respiração e a espectacular descida do Confurco, transformaram o concelho num ponto de referência fundamental no contexto das provas motorizadas, alcançando Fafe à categoria de «Catedral dos Ralis».




Pelas excepcionais condições naturais das classificativas e pelo reiterado investimento feito pela Autarquia durante perto de duas décadas no desporto automóvel, para fazer a promoção turística do concelho, Fafe foi escolhido para a criação do Museu Regional do Automóvel.

Havendo em Portugal grande número de exemplares de automóveis antigos, são escassos os espaços museológicos onde possam, de forma organizada, estar acessíveis ao público em geral e aos amantes do desporto automóvel em particular. Daí a importância deste Museu em Fafe, indubitavelmente a «Catedral» do desporto do País, conceituado nacional e internacionalmente, pela sua ligação às mais importantes provas do calendário automobilístico do país.



O Museu Regional do Automóvel é o terceiro Museu do género no país e está instalado com a dignidade que os automóveis com história merecem. Esta estrutura museológica revela um inegável interesse pedagógico, cultural, social e turístico, para o concelho e para a região.
Assim um dos objectivos deste Museu é a divulgação e valorização dos automóveis antigos, constituindo um pólo de atracção local, enquanto memória e história dos veículos motorizados. Outro é de carácter formativo e está virado para o conhecimento que oferece às camadas estundantis, designadamente as que frequentam cursos para os quais interesse vislumbrar a evolução tecnológica no que respeita ao automóvel.


 


Museu Regional do Automóvel
Rua Guerra Junqueiro, Edf. Grupo Nun 'Álvares 1
4820-263 Fafe

41•27'13.55"N t 8•09'54.99"0

Telf. 253 596 997
Telm. 927 940 549
geral@cm-fafe.pt

Horário de funcionamento
Terça-feira a Domingo das 9h30h às 12h30 e das 14h30 às 17h30.

domingo, 17 de janeiro de 2016

ANTÓNIO MANUEL LOPES VIEIRA DE CASTRO

Gravura : litografia, p&b

Biblioteca Nacional de Portugal

S. Ex.ª o Snr Antonio Manoel Lopes Vieira de Castro / F. A. S.ª Oeirense pintou do vivo em 1839. - [Porto? : s.n.], imp. 1842 (Porto : : Lyth. R. da Reboleira, nº 29 e 30)


António Manuel Lopes Vieira de Castro nasceu na Casa do Ermo, em São Vicente de Passos, Fafe, a 15 de Julho de 1796, filho de Maria Vieira e de seu marido José Luís Lopes de Castro, cavaleiro da Ordem de Malta e abastado proprietário rural.
Destinado a seguir a vida sacerdotal, depois de concluídos os estudos preparatórios em Fafe e Guimarães, formou-se em Cânones pela Universidade de Coimbra, onde ingressou em 1814, com 17 anos de idade, tendo obtido o grau de bacharel em 1819.
Nesse mesmo ano, embora sentisse invencível repugnância pelo estado eclesiástico, obedecendo à vontade paterna foi ordenado sacerdote e nomeado abade de São Clemente de Basto.

Tendo aderido ao liberalismo, foi obrigado a exilar-se para Inglaterra na sequência da Belfastada, tendo seguido o percurso da emigração liberal até aos Açores e daí até ao desembarque do Mindelo.

A 1 de Abril de 1834 foi nomeado governador temporal da Diocese de Viseu, então declarada impedita e vaga pela fuga do seu bispo, e, logo em Junho imediato, foi escolhido para vigário capitular daquela Diocese.

Nas eleições realizadas em Julho de 1834 foi eleito deputado pela Província da Beira Alta, para servir na legislatura de 1834 - 1836. Durante este período as suas intervenções versam essencialmente matérias relacionadas com a sustentação do clero e com as difíceis situações então vividas pelos religiosos egressos na sequência da extinção das ordens monásticas em Portugal. Em 1835, na sequência de um voto parlamentar em que se opôs ao governo, foi demitido do cargo de governador temporal da diocese de Viseu.

Nas eleições gerais realizadas em Julho de 1836 voltou a ser eleito deputado, pelo mesmo círculo eleitoral, não tendo exercido o mandato já que as Cortes eleitas naquela legislatura não chegaram a reunir por ter entretanto ocorrido a Revolução de Setembro. Vieira de Castro foi um dos deputados oposicionistas que estiveram na origem daquele golpe, embora não tenha nele participado directamente.


Casa do Ermo, Passos


No primeiro governo setembrista, presidido por José da Gama Carneiro e Sousa, o Conde de Lumiares, foi Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, tendo exercido aquele cargo de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836, sendo então demitido na sequência da Belenzada.

Com a derrota daquele golpe palaciano, voltou a ser chamado ao poder, exercendo as funções de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça e interino da Marinha e Ultramar, no governo presidido por Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, o marquês de Sá da Bandeira, tendo permanecido naqueles cargos de 5 de Novembro de 1836 a 27 de Maio de 1837.

Em 1837 foi apresentado para o cargo de bispo de Beja, não chegando a ser confirmado, dada a falta de reconhecimento pela Santa Sé do regime português de então. Foi então nomeado guarda-mor da Torre do Tombo, cargo que exerceu de 1837 a 1841.

Nas eleições gerais realizadas a 20 de Novembro de 1836, para as Cortes Constituintes de 1837 – 1838, foi eleito deputado pelos círculos eleitorais de Guimarães, Penafiel, Porto e Viseu, tendo optado por representar o círculo de Guimarães, terra da sua naturalidade. Reunida a câmara a 18 de Janeiro de 1837, foram os ministros violentamente atacados pelos actos do período em que tinha governado sem supervisão parlamentar (governado em ditadura como então se dizia), o que levou Vieira de Castro a apresentar a sua demissão a 27 de Maio daquele ano, o que levou três dias depois à queda do governo. A partir daí Vieira de Castro ocupou o seu lugar de deputado no Congresso Constituinte, tenso participado activamente na elaboração da Constituição Portuguesa de 1838.

Tendo rebentado a revolta dos Marechais, com a curta guerra civil que se seguiu, com o seu auge na batalha de Ruivães, a instabilidade política que se vivia levou à crise de 13 de Março de 1838, com os fatídicos confrontos do Arsenal e o esmagamento sangrento da revolta dos Guardas Nacionais de Lisboa. Nesse período conturbado, Vieira de Castro fez todos os esforços para pacificar e conciliar os ânimos.

Jurada a nova Constituição, realizaram-se eleições gerais a 12 de Agosto de 1838, sendo Vieira de Castro novamente eleito pelo círculo de Guimarães. Manteve-se na esquerda parlamentar, fiel ao setembrismo, em oposição ao governo. Mesmo assim, ascendeu a vice-presidente da Câmara dos Deputados, tendo mantido uma assinalável actividade parlamentar. Foi o proponente de conhecida memorável lei que amnistiou e removeu a inabilitação em que tinham incorrido muitos dos titulares dos órgãos políticos e judiciais anteriores à revolução que tinham abandonado os lugares. Foi neste mandato membro das comissões parlamentares de Justiça, de Diplomacia e de Estatística.

Dissolvidas as Cortes a 25 de Fevereiro de 1840, nas eleições gerais de 22 de Março daquele ano voltou a concorrer, mas não conseguiu a eleição em qualquer dos círculos por onde tinha anteriormente sido votado. Ficou, assim, fora do Parlamento durante aquela legislatura, vivendo retirado de todos os negócios públicos. Esse afastamento foi quebrado pelos acontecimentos de Janeiro de 1842 de que resultou a restauração da Carta Constitucional de 1826 e o fim da Constituição setembrista. Como consequência quase imediata, o governo demitiu Vieira de Castro das suas funções de Guarda-Mor da Torre do Tombo, considerando-o desafecto à Carta.

Nas eleições gerais de Junho de 1842 voltou a concorrer, sendo eleito pela Província da Estremadura, em resultado dos votos das freguesias lisboetas de Sacramento e Mártires. Na altura da eleição já se encontrava adoentado, mas ainda assim prestou juramento e participou nas sessões iniciais da legislatura. 

Com o agravar da doença, em finais de Agosto, teve de se recolher a uma quinta em Campolide, procurando restabelecer-se com os ares do campo. Tal não aconteceu, e António Manuel Lopes Vieira de Castro faleceu em Lisboa, com o tifo, a 20 de Setembro de 1842, sendo sepultado no Cemitério dos Prazeres daquela cidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CAPELA DE S. JOSÉ



Nos séculos XVII e XVIII assiste-se, sobretudo na região minhota, a um aumento significativo da prática religiosa cristã. Tornava-se imperioso que a Igreja católica correspondesse àquela extraordinária crença das populações, tanto mais que a maior procura das práticas religiosas motivou um aumento significativo das receitas para a Igreja, enriquecendo-a ainda mais. Grande parte dos templos minhotos foram remodelados e novas igrejas e capelas foram edificadas. Pessoas mais abastadas deram o seu contributo para este fenómeno sem precedentes, promovendo a construção de lugares de culto, nomeadamente pequenas capelas, anexadas às suas moradias.

“Mas construir de raiz uma capela não era fácil, porque obrigava à consignação de um número muito razoável de bens para a sua fábrica”.
Não bastava edificar o templo, era condição “sine qua non” legar à Igreja uma parte significativa da riqueza dos novos benfeitores em nome de “Deus”.
José de São Paio, abastado proprietário, morador no lugar do Tojal, junto à Ponte Nova, requereu, em 18 de Fevereiro de 1753, a construção de uma capela em honra do seu nome. O pedido alega que o preconizado templo serviria também os moradores dos lugares de Portugal e “Moinhos do Ferro”.




José São Paio viu autorizado o seu pedido em 15 de Abril de 1753. O documento incluía uma escritura pública com o dote para a fábrica e conservação da capela do qual citamos aqui o excerto seguinte: … Sua propriedade de casas, campo e hortas, com suas árvores de vinho, fruto e sem ele, e com suas oliveiras, chamado de Portugal, da mesma freguesia de Fafe, o que tudo disse era herdade dízima a Deus de que se não paga renda alguma, que bem vale cento e cinquenta mil réis e rende a meada, um ano por outro, cinco mil réis…”

Cerca de dois anos depois da autorização, em Dezembro de 1755, a capela estava erigida.
No dia 4 de Fevereiro do ano seguinte, foi expedida uma licença para a prática cultual. “… Acha-se acabada e com perfeição, com retábulo de pedra, bem lavrada, forrada e rebocada, tem paramentos próprios e não necessita mais que de licença de Vossa Alteza Sereníssima para poder benzer-se e celebrar-se os ofícios divinos…” Um excerto da informação que o pároco de Fafe, José Lopes de Paiva, enviou para o Arcebispado Primaz de Braga, em 25 de Janeiro de 1756.

A licença, que custou 180 réis, foi emitida cinco dias depois por D. José, Arcebispo de Braga. “… Concedemos a licença a ele dito pároco para que, na forma do ritual Romano, possa benzer a capela de São José de que trata, e ao depois de benta nela se possam celebrar os ofícios divinos…”
A capela de S. José abriu ao culto em 30 de Janeiro de 1756, quase três anos depois do pedido de construção.
Algumas características arquitectónicas deste templo revelam um arcaísmo pouco usual em setecentos. O belíssimo retábulo, todo ele em granito lavrado, é um caso raro em capelas do século XVIII.





Eduardo Pires Oliveira referiu: … “Esta capela de S. José assume-se assim, não só como mais um templo importante para o culto de uma parte significativa da freguesia de Santa Eulália de Fafe mas, também, como um templo mandado edificar por gente de certas posses, por alguém que preferiu mandar levantar uma capela em pedra lavrada, adornada por alguns elementos fortemente decorativos, em vez de um templo construído de pedra irregular, coberta por reboco e cal branca que teria sido muitíssimo mais barato, mas também muito menos espectacular”.
Os actuais proprietários da capela são um exemplo positivo na salvaguarda do património arquitectónico. Ao longo do tempo têm promovido obras de conservação e restauro que preservam aquela pérola do património religioso de Fafe.

Jesus Martinho  




segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RETRATOS DO PASSADO (1)


Esta imagem, reproduzida de um bilhete postal impresso na Alemanha e editado por Evaristo dos Reis Guimarães, mostra a então designada Praça da República, posteriormente Praça Oliveira Salazar, actualmente Praça 25 de Abril.

Trata-se de um registo fotográfico da autoria da Fotografia Galvão do Porto feito em finais dos anos 30 ou princípios da década seguinte.

Na imagem podem ver-se as árvores ainda de tenra idade; À direita as bombas de combustível da Shell, junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra; Ao fundo o velho edifício em pedra onde, nesta altura, funcionava a casa comercial "José de Freitas Fernandes & Sucessores", anteriormente "Casa Jordão" e depois, "Mário da Louça", onde actualmente funciona a "Pastelaria Sãozinha"; À esquerda, já na actual Rua Major Miguel Ferreira, a emblemática "Pensão Confiança".

Alguns anos antes deste registo a Praça sofreu profundas alterações: As velhas guardas em ferro da "Arcada" foram eliminadas e substituídas por outras de pedra e cimento, passou a ter três vias de circulação com passeios para os peões e foi construída uma rotunda no extremo Poente.

Imagem: Colecção pessoal

Jesus Martinho

CEPÃES


Vista parcial da aldeia, 2009




Igreja Paroquial, 2013




Igreja Paroquial, 2013



Igreja Paroquial, 2013




Igreja Paroquial, 2013




Casa do Povo, 2013




Interior da Capela da Senhora de Guadalupe, 2013




Interior da Capela da Senhora de Guadalupe, 2013




Velha carruagem recuperada, 2013


Igreja Paroquial, 2013




Igreja Paroquial, 2013



Pintura mural, 2013


Pintura mural, 2013




Capela da Senhora de Guadalupe, 2013




Capela da Senhora de Guadalupe, 2013


Cruzeiro dos centenários, 2013




 Cruzeiro dos centenários, 2013



Capela da Senhora de Guadalupe, 2013




Igreja Paroquial, 2013




Igreja Paroquial, 2013

ABOIM


Panorâmica de Aboim, 2010



Moinho de vento, 2010



Vista do centro da Aldeia, 2010


Igreja paroquial, 2010



Igreja paroquial, 2010



Panorâmica da aldeia, 2010



Vista parcial da aldeia, 2010



Pormenor do Parque de Lazer, 2010



Cena rural recriada, 2010



Vista do Moinho de Vento, 2010




Cena rural recriada, 2010




Museu do Moinho e do Povo de Aboim, 2010



Panorâmica da aldeia, 2010




Panorâmica da aldeia, 2010


Panorâmica da aldeia, 2010




Espigueiro da Batoca, 2010



Vista parcial da aldeia, 2010




Vista parcial da aldeia, 2010




Cruzeiro, 2010




Interior da Igreja Paroquial, 2010




Vista para Poente, 2010




Parque de Lazer e paisagem, 2010





Espigueiro, 2010




Espigueiro, 2010




Marca da ruralidade, 2010




Espigueiro, 2010




Uma rua da Aldeia, 2010




Cavalos no meio natural, 2010